Facção criminosa é alvo de mandados de prisão em operação da PC por onda de mortes em Palmas

Suspeito de ser o atirador em duplo homicídio foi preso em Palmas PCTO/ Divulgação A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão, nesta segunda-feira (...

Facção criminosa é alvo de mandados de prisão em operação da PC por onda de mortes em Palmas
Facção criminosa é alvo de mandados de prisão em operação da PC por onda de mortes em Palmas (Foto: Reprodução)

Suspeito de ser o atirador em duplo homicídio foi preso em Palmas PCTO/ Divulgação A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão, nesta segunda-feira (9), na 6ª fase da Operação Gotham City. A ação visa cumprir mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho envolvidos em uma onda de assassinatos registrada em Palmas durante o primeiro semestre de 2023. Nesta etapa, foram expedidos quatro mandados de prisão contra executores e membros da cúpula da organização. Entre os principais alvos estão os líderes conhecidos pelos apelidos “Luxúria” (ou LX) e “Galo Cego”. Este último foi capturado no início de fevereiro de 2026 no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Nesta segunda-feira, um dos executores que estava na motocicleta foi preso no setor Jardim Aureny III. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos investigados. As investigações são feitas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a polícia, esta fase apresenta o resultado das investigações sobre as mortes de Pedro Duarte e Silva e Kauã Vinícius Lobo Rodrigues, ocorridas em 4 de maio de 2023, no setor Aureny II. Os mandados de prisão foram emitidos contra: Wagner de Oliveira Costa, o “LX” ou “Luxúria”; José Matheus Silveira Carneiro, o “Galo Cego”; João Paulo Ribeiro Galvão; Danilo Roger Araújo dos Santos. A defesa de João Paulo informou que ainda não teve acesso aos autos da investigação, que tramitam sob segredo de Justiça, e por isso não é possível emitir qualquer manifestação mais detalhada (veja íntegra abaixo). O advogado de Danilo disse que acompanhou o cumprimento de mandado, mas não teve acesso aos autos. Em nota, o advogado de José Mateus informou que não teve acesso aos autos, circunstância que impede a verificação do conteúdo das acusações e dos elementos de prova que teriam fundamentado a medida (veja nota abaixo). O g1 e a TV Anhanguera ainda tentam contato com a defesa de Wagner de Oliveira Costa, o “LX” ou “Luxúria”. Já a defesa de Wagner de Oliveira Costa informou que não teve acesso aos autos da investigação e nem das provas que teriam sido produzidas (veja íntegra da nota abixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os dois foram mortos dentro de um carro, em um terreno baldio. Segundo a polícia, as vítimas foram alvo de uma emboscada feita por dois homens em uma motocicleta. As investigações apontam que o ataque foi ordenado pela cúpula da facção, composta por Luxúria, Galo Cego, Beira Lago e Dad Charada – apontado como mandante de 50 mortes. O alvo da emboscada era Kauã Vinícius, suspeito pelos criminosos de integrar uma facção rival. Pedro Duarte foi morto apenas por estar no local no momento do crime. LEIA MAIS Acidente na BR-153 deixa um morto e um ferido entre Gurupi e Cariri do Tocantins Criança atropelada durante prova de CNH no Tocantins: O que se sabe sobre o caso Onda de mortes em Palmas Em 2023, Palmas registrou uma onda de violência e assassinatos sem precedentes com mais de 100 homicídios no primeiro semestre. A polícia afirmou que os crimes estariam relacionados à criminalidade e à guerra entre facções. Na época, Carlos Augusto da Silva Fraga, conhecido como Dad Charada, foi preso e apontado como um dos principais responsáveis pela série de mortes. Pouco tempo após a prisão, ele foi encontrado morto em um presídio de Araguaína. Em fevereiro de 2026, a polícia prendeu José Matheus Silveira Carneiro, conhecido como Galo Cego, no Rio de Janeiro. Segundo a investigação ele também é apontado com um dos responsáveis pela onda de violência em 2023. Mensagens e áudios interceptados Durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso a grupos de WhatsApp onde os criminosos planejavam ataques e comemoravam as execuções. Em uma das conversas, Galo Cego sugeriu que a moto vermelha usada nos crimes fosse temporariamente "aposentada" por já estar “pixada” (visada pelas forças de segurança). Também foram encontrados áudios de reuniões da cúpula discutindo estratégias da guerra contra o Primeiro Comando da Capital, facção rival. Nos diálogos, os investigados tratam de temas como: Aquisição de fuzis; Compra de drogas na fronteira com o Paraguai e a Bolívia; Articulação com criminosos do Morro da Rocinha, no Rio de Janeiro; Execuções por dívidas de tráfico. Íntegra da defesa de João Paulo Ribeiro Galvão A defesa de JOÃO PAULO RIBEIRO GALVÃO informa que tomou conhecimento, por meio da imprensa, do cumprimento de mandado de prisão no âmbito da denominada “Operação Gotham City”, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Tocantins. Esclarece que, até o presente momento, a defesa técnica ainda não teve acesso aos autos do procedimento investigatório, os quais tramitam sob segredo de justiça, razão pela qual não é possível emitir qualquer manifestação mais detalhada acerca dos fatos noticiados. De todo modo, a defesa confia no regular funcionamento das instituições e ressalta que somente após a análise integral dos autos será possível apresentar posicionamento técnico sobre as acusações. Reitera-se, por fim, que a Constituição Federal assegura a toda pessoa o direito à presunção de inocência e ao devido processo legal. Nota da defesa de José Matheus Silveira Carneiro A defesa técnica de JOSÉ MATHEUS SILVEIRA CARNEIRO, composta pelos Advogados JÚLIO CÉSAR SUARTE (OAB/TO 8.629) e RENATO MONTEIRO MARTINS (OAB/TO 7.177) informa que tomou conhecimento do cumprimento de mandado de prisão em seu desfavor no âmbito da operação policial deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Tocantins. Entretanto, até o presente momento, a defesa técnica ainda não teve acesso aos autos do procedimento investigatório, os quais tramitam sob segredo de justiça, circunstância que impede a verificação do conteúdo das acusações e dos elementos de prova que teriam fundamentado a medida. É importante registrar que as informações divulgadas até agora decorrem exclusivamente da versão apresentada pelos órgãos de investigação, não tendo sido ainda submetidas ao contraditório ou à análise da defesa. A defesa considera indispensável o acesso integral aos autos para que se possa compreender os fatos, verificar a consistência das imputações e adotar as medidas jurídicas cabíveis. Por fim, ressalta-se que a Constituição Federal garante a todo cidadão o direito à presunção de inocência, ao devido processo legal e à ampla defesa, princípios que devem nortear a apuração de qualquer investigação criminal. Íntegra da defesa de Wagner de Oliveira A defesa de Wagner de Oliveira Costa informa que, até o momento, não teve acesso aos autos da investigação nem às provas que teriam sido produzidas pela Polícia Civil no âmbito da operação. Assim que tiver acesso ao conteúdo do procedimento, a defesa fará a análise técnica do caso e adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.